São Geraldo

O movimento São Geraldo Cultural tem dinamizado uma série de iniciativas em torno da requalificação daquele cinema enquanto espaço cultural da cidade de Braga. Retiramos daquela plataforma a informação essencial.

O Salão Recreativo Bracarense (ler mais na secção de história) foi construído em 1917 no local do demolido Convento dos Remédios. Foi sede de associações e acolheu as mais variadas iniciativas culturais (curiosamente não só católicas mas também republicanas). A parte central foi bastante modificada para receber o S. Geraldo, reabrindo como cinema – na verdade cine-teatro – a 1 de Junho de 1950. Funcionou até ao início dos anos 90 e partir daí apenas reabriu esporadicamente.

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No Programa  Estratégico de Reabilitação Urbana do Centro Histórico em vigor e que orienta toda a reabilitação no centro prevê a reconversão do Cinema S. Geraldo de forma a “possibilitar uma oferta qualificada no Centro Histórico de Braga de uma estrutura vocacionada para eventos – encontros, seminários, reuniões de pequena dimensão, que possam atrair as dinâmicas de outras instituições, que atualmente têm sede na cidade, mas que se localizam nas zonas de expansão”. Em 2015, respondendo ao Concurso de Ideias lançado pela Câmara Municipal de Braga que incluía o S. Geraldo, os três vencedores apresentaram soluções que previam a manutenção de um S. Geraldo cultural, respeitando a sua história e memória e cumprindo o Programa de Reabilitação Urbana em vigor. Ao mesmo tempo as Grandes Opções do Plano para 2016 da Câmara Municipal, nas dinâmicas de valorização patrimonial prevê-se a valorização do potencial patrimonial e histórico de vários edifícios/conjuntos, entre eles, o “Teatro São Geraldo/Edifício Pé Alado” (sic). Porém, no início de Fevereiro foi tornada pública uma solução que prevê a demolição do interior, mantendo apenas fachada e em total contradição com os documentos referidos.

Diversas associações, cidadãos, grupos profissionais, partidos e movimentos políticos manifestaram sérias preocupações com a solução apresentada que destrói a segunda sala de espetáculos de Braga. Que tipo de reabilitação e valorização do edificado queremos afinal para a cidade?