A mordaça

Na falta de melhores argumentos, os defensores da discriminação em função do género, da origem, da etnia, da cor de pele ou da orientação sexual queixam-se de que são vítimas de censura sempre que as suas posições são contestadas.

Há uns dias, o médico Gentil Martins deu uma entrevista nas instalações de um hospital público em que proferiu várias afirmações erróneas e ofensivas que configuram um comportamento público e profissional desadequado à dignidade da profissão e põem em evidência que tratar de um médico que não cuida da atualização da sua cultura científica. Muitos médicos (entre os quais me incluo) fizeram notar a sua discordância em relação às afirmações proferidas.

Alguns médicos entenderam que havia motivo para averiguar se as declarações constituíam uma falha deontológica e anunciaram que iriam pedir à Ordem dos Médicos para se pronunciar.

É assim que as coisas funcionam nos Estados de direito onde não existem mordaças. Chamar a isto mordaça revela falta de argumentos e, sobretudo, falta de honestidade intelectual. Ou as pessoas que defendem a discriminação em função do género, da origem, da etnia, da cor de pele ou da orientação sexual acham que podem difundir as suas teses sem qualquer contestação?

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