Da “linguagem sexual violenta”

“E depois fazem amor pelo cu porque não têm racha, enfiam coisas no cu, percebes”, ou “E a tua tia sabes de que tem cara, de puta, sabes o que é, uma mulher tão porca que fode com todos os homens e mesmo que tenha racha para foder deixa que lhe ponha a pila no cu.” [o nosso reino, valter hugo mãe ]

Não aprecio o estilo e estou em crer que há coisas mais interessantes para serem lidas. Mas falar do mundo (tal e qual ele é) utilizando as palavras vulgares que valter hugo mãe escolheu está longe de configurar um crime ou de se constituir como um exemplo de “linguagem sexual violenta”.

Não me preocupa que os adolescentes contactem com o mundo (tal e qual ele é) na literatura que a escola lhes propõem. Pelo contrário, preocupa-me que haja quem dê estes exemplos aos próprios filhos: “Eu, na minha liberdade de mãe, estou a fazer como a censura. Risquei as partes polémicas a preto.

É que a liberdade não é violenta mas a censura sim.

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