Do politicamente incorrecto [1]

Adjectivar uma linguagem como “correcta” é assumir que deve conformar-se a uma normatividade, que a restringe em vez de a fazer escolher. Na verdade, o uso da expressão “politicamente correcto”  foi muito mais obra dos seus críticos neoconservadores norte-americanos, que assim ensombraram a boa prática de uma linguagem inclusiva com uma acepção pejorativa do normativo.

O que é novo é o facto de a linguagem não inclusiva – que discrimina, rotula e agride – ter rompido os fios de lã a que chamamos convenções e que a inibiam. Este rompimento, no entanto, estava a ser preparado há pelo menos uma década e meia. […] Mas mesmo isto não teria passado de uma discussão teórica não tivesse a rejeição do “politicamente correcto” passado à prática efectiva do seu contrário: o “politicamente incorrecto”. (André Barata, Jornal Económico)

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