A democracia da Europa

 “Os que tornam impossível a revolução pacífica tornam inevitável a revolução violenta” [J. F. Kennedy]

A Europa foi fundada como uma associação de Estados empenhados na construção de um espaço comum de livre circulação de pessoas e de capitais. A convergência económica entre os diferentes países europeus (numa Europa a duas ou três velocidades) foi assumida como um dos objectivos norteadores das políticas europeias durante mais de uma década.

Por força da crise dos mercados financeiros e da deslocação de capitais para oriente, a Europa viu-se emergida numa crise económica e financeira sem precedentes na construção da União Europeia, tendo-se transformado num retalho de interesses nacionais, sem qualquer respeito pela democracia interna dos diferentes Estados membros e sem qualquer intenção de preservar a convergência enquanto projecto agregador de uma Europa intrinsecamente dividida.

O cerco que as instituições europeias têm montado ao governo legitimamente eleito na Grécia (com um programa claro, ao contrário do governo português que aplicou um programa com o qual não foi eleito) e as declarações de responsáveis alemães, espanhóis e portugueses acerca das legítimas opções democráticas dos gregos deixam claro que a Europa, como a imaginámos em tempos, sucumbiu às pretensões político-partidárias da trupe que nos governa.

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