Da condição humana

Gabriel Leite Moura escreve hoje no P3 uma série de certezas sobre a condição humana. Edgar Morin, que está um passo à frente do nosso tempo, já lhe tinha respondido. Bastava ter lido.

Embora todos os homens provenham da mesma espécie, homo sapiens, esse traço comum da natureza continua a ser negado ao homem pelo homem, que não reconhece o seu semelhante no estrangeiro ou que monopoliza a plena qualidade de homem. O próprio filósofo grego encarava o persa como um bárbaro e o escravo como uma ferramenta animada. E, se fomos obrigados a admitir hoje em dia que todos os homens são homens, apressamo-nos à excluir aqueles a que chamamos “desumanos” [Edgar Morin, A Condição Humana].

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3 comments

  1. A desumanização daqueles que cometem o mal é perigosa, porque pode fazer-nos crer que não somos capazes de tal coisa, quando provavelmente mesmo o ser mais moral pode em circunstâncias adequadas comportar-se como um animal selvagem. E depois, a questão é outra. A questão não é a classificação humano/desumano, mas sim o que fazer a comportamentos imorais? Como é que a Lei e a Moral reprimem tais comportamentos, e será que mesmo alguém que cometeu um acto inominável é irrecuperável?

  2. Lembra-se da resposta do Papa da altura,quando lhe perguntaram como distinguir os Cátaros dos bons Cristãos? Matai-os a todos,Deus no Céu,os saberá escolher!
    Com esta eficiência divina se distinguirão os recuperáveis dos irrecuperáveis,sem espinhas e muito devotamente.

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