As eleições europeias e o futuro (2)

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Na ressaca da vitória estrondosa de Marinho Pinto, há um fenómeno com que poucos se parecem ter ocupado mas que ameaça alterar a configuração política em Portugal. O Livre apresentou-se pela primeira vez numas eleições e obteve um dos melhores resultados de sempre na estreia de um partido. A magnitude do resultado não se compara ao êxito estrondoso do MPT de Marinho Pinto, mas há diferenças que convém assinalar e que auguram uma presença mais estrutural do Livre na política portuguesa.

Em primeiro, trata-se de um partido que, embora tenha um líder carismático (e seguramente o melhor Eurodeputado português), esteve longe do mediatismo granjeado nas manhãs da TVI.

Em segundo, porque o Livre tem um programa, tem ideias e tem uma equipa que lhe garante ADN e estrutura para perdurar.

Em terceiro, porque o Livre ultrapassou o Bloco de Esquerda no único concelho onde verdadeiramente existiu e, se é verdade que o perfil eleitoral e social de Lisboa se distingue do resto do país também não é mentira que o êxito do Livre na capital superou todas as expectativas.

Em quarto, porque o Livre, ao contrário do Bloco, é um partido que está disponível para assumir responsabilidades governativas à esquerda e para, estando fora do sistema, não ser sistematicamente anti-sistema.

Quase sem ninguém dar conta, talvez tenha nascido à esquerda uma esperança para um futuro mais Livre.

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