Os ratos sabem contar até 100?

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Ficaria surpreendido se soubesse que os ratos sabem contar até 100? A verdade é que sabem ou, pelo menos, conseguem estimar qual  a opção mais lucrativa num jogo em que são convidados a fazer 100 apostas. Esta é uma das conclusões de um estudo realizado no Instituto de Investigação de Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Universidade do Minho que apresenta uma nova tarefa para análise da tomada de decisão económica nos roedores. O estudo demonstra ainda o impacto das “pistas” do meio na forma como se tomam decisões e explora o efeito da administração de um fármaco dopaminérgico na indução de comportamentos de risco. Os modelos animais de tomada de decisão são essenciais para a compreensão dos mecanismos cerebrais que controlam funções cognitivas complexas e para o conhecimento das doenças psiquiátricas que apresentam perturbações da tomada de decisão (como por exemplo o jogo patológico, a esquizofrenia, a doença obsessivo-compulsiva, a depressão, as toxicodependências e alguns tipos de  perturbações de personalidade). O estudo foi publicado na Revista Frontiers in Behavioral Neuroscience e pode ser consultado através do link.

Abstract: This paper presents a novel rodent decision-making task that explores uncertainty, independently of expectation and predictability. Using a 5-hole operating box, adult male Wistar rats were given choices between a small certain (safe) food reward and a large uncertain (risk) food reward. We found that animals strongly preferred the safe option when it had a fixed position or was cued with a light in a random placement scheme, but had no preference for safe or risk options when the latter were associated with light. Importantly, when the reward was manipulated animals could perceive alterations in the outcome value and biased their choice pattern to the most profitable option. In addition, we found that the D2/D3 agonist quinpirole biased all decisions towards risk in this paradigm. Finally, a c-fos analysis revealed that several brain areas known to be involved in decision-making mechanisms, including the medial prefrontal cortex, the orbitofrontal cortex, the nucleus accumbens and the striatum, were activated by the task. In summary, this paradigm is a useful and highly reliable tool to explore decision-making processes in contexts of uncertainty.

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