Três factos sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez

Independentemente da posição individual que cada um possa ter em relação à interrupção voluntária da gravidez (IVG), há três factos absolutamente fundamentais que não podemos ignorar no debate que renasce em Espanha e que, mais tarde ou mais cedo, tentarão fazer ressurgir em Portugal:

1. A descriminalização da IVG por opção da mulher e durante um período limitado de tempo é uma medida de saúde pública que visa garantir que todas as mulheres, independentemente da sua condição económica, a podem realizar em condições de segurança que permitam evitar as complicações, por vezes mortais, do aborto clandestino;

2. A descriminalização da IVG não aumenta a frequência de abortos realizados nem torna mais provável a realização de abortos de repetição;

3. A ideia de submeter as mulheres que pretendam abortar ao parecer de um especialista em Psiquiatria é um abuso e um absurdo que, no caso de ser coerciva, viola a deontologia médica e que só pode justificar-se por uma profunda ignorância ou uma retorcida maldade do legislador (no caso, o governo conservador espanhol).

P.S. – Parece que há em Portugal quem queira seguir a deriva proibicionista de Espanha. Um autêntico disparate e um fundamentalismo religioso que os próprios católicos não parecem estar dispostos a aceitar.

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