As “vitaminas para o cérebro” valem a pena?

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Há muito que se desconfia entre a classe médica e científica que, para quem faz uma dieta rica e variada, o uso de polivitamínicos é absolutamente redundante e desnecessário. Apesar disso, uma intensa campanha de marketing promovida por farmacêuticas, farmácias e adeptos de práticas não reconhecidas pela Medicina de base científica tem inculcado na população a ideia de que o uso de polivitamínicos, bem assim outros usos de vitaminas em doses supra-terapêuticas (e mesmo tóxicas), pode ser benéfico para a saúde. Um estudo publicado por estes dias na conceituada revista Annals of Internal Medicine demonstra de forma inequívoca, e utilizando uma amostra a rondar os 6.000 indivíduos, que o uso crónico dos polivitamínicos tradicionais não tem qualquer benefício na prevenção do declínio cognitivo em homens com idade superior a 65 anos. Ou seja, o que este estudo demonstra é que as chamadas “vitaminas para o cérebro” são indistinguíveis do placebo no tratamento das queixas e défices cognitivos. São, como se escreve no editorial da revista científica norte-americana, um desperdício de recursos que poderiam e deveriam ser canalizados para outros propósitos comprovadamente mais saudáveis.

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