As cidades e a saúde mental: atmosfera poluída

A prevalência doenças mentais é superior nos grandes aglomerados populacionais comparativamente com as localidades mais pequenas. A forma como as cidades se organizam mas também o modo como as vivemos e como nos deixamos fruir pelos seus encantos e recantos são determinantes para a preservação da saúde e a prevenção da doença.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a poluição atmosférica é o pior elemento cancerígeno ambiental do mundo, contribuindo directa e indirectamente para o estabelecimento de várias patologias, nomeadamente vários tipos de cancro e também doenças mentais. Infelizmente várias cidades portuguesas chumbam no que diz respeito à poluição ambiental. Lisboa e Braga com valores de 30 e 28 µg/m3 a cada 24 horas, respectivamente, encontram-se acima do nível de poluição recomendado pela OMS (20 µg/m3) ao lado de grandes cidades europeias com dimensão consideravelmente superior como Londres (29 µg/m3), Berlim (29 µg/m3) ou Madrid (26 µg/m3).

Estes dados confirmam que as cidades portuguesas mantêm graves problemas de sustentabilidade ambiental, o que implica consequências importantes para a saúde dos seus habitantes. Os dados de Braga, tendo em conta a dimensão da cidade, são particularmente preocupantes pelo que se imperiosa a redefinição das políticas de mobilidade, com a implementação de meios de transporte alternativos que sejam económica e ambientalmente sustentáveis. A título de exemplo refira-se que a construção do Metro do Porto contribuiu positivamente para a redução da poluição ambiental naquela cidade mas também para o equilíbrio da balança comercial (ao reduzir as importações de petróleo e carvão) e para a redução do desperdício energético. Adicionalmente, é fundamental a construção de uma cintura verde que se constitua como um pulmão a Norte e Oeste, reduzindo o impacto da poluição gerada nos grandes eixos viários e nas zonas de grande aglomeração populacional. Para a manter a saúde nunca é demais reservar tempo para um piquenique no Parque da Ponte, um passeio pela Cerca do Mosteiro de Tibães, um subida até à mata do Bom Jesus ou uma escapadela até ao Parque Nacional da Peneda Gerês.

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