Pagar impostos com prazer

Um grupo de investigadores norte-americanos avaliou o funcionamento do cérebro durante uma série de transacções económicas, incluindo receber pagamentos, fazer doações voluntárias a instituições de caridade e ser taxado involuntariamente. Aparte a evidência de que há umas pessoas mais altruístas que outras, as principais conclusões do estudo apontam no sentido de uma activação das áreas cerebrais relacionadas com o prazer quando os sujeitos obtêm dinheiro e quando observam que as instituições de caridade aumentam os seus proveitos. Curiosamente, o nível de activação destas áreas e a satisfação subjectiva reportada pelos sujeitos parece estar relacionada com o grau de liberdade das acções económicas, ou seja, as doações voluntárias parecem ser mais satisfatórias que os pagamentos involuntários. Estas observações são muito relevantes no que respeita à política económica dos países, uma vez que, pela primeira vez, existem evidências de que o pagamento de impostos pode ser percepcionado e vivenciado como positivo desde que os fins a que se destinam as verbas recebidas sejam conhecidos e envolvam actividades de beneficência.

O estudo não é propriamente recente, mas os tempos que vivemos recomendam um novo olhar sobre as suas principais conclusões. Quando foi publicado na revista Science em Junho de 2007, teve um impacto muito interessante no debate público acerca do sistema político-económico americano. Pode ser que também seja útil em Portugal.

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